Oversharenting! Pais que postam constantemente fotos e vídeos de seus filhos em Redes Sociais. Conheça os perigos!

09/09/2015 11:45

“Oversharenting” é um rótulo para o compartilhamento excessivo dos pais sobre suas crianças nas mídias sociais, tais como Facebook, twitter e Youtube. Algumas das maiores estrelas das redes sociais de hoje ainda estão em suas fraldas, mas suas vidas estão em exibição para o mundo e a sua privacidade online é inexistente.
O problema não é apenas que seus amigos do facebook ou seguidores do Twitter possam ficar desgastados com as constantes postagens de cada birra, cada momento bonito, cada ... única ... coisa. É que os seus filhos não têm voz em sua própria identidade digital a qual você está criando para eles e que irá segui-los para o resto de suas vidas, querendo eles ou não. Eles são da primeira geração a crescer no brilho dos holofotes da era digital, e eles nem sequer viveram o suficiente para compreender plenamente as implicações de tudo isso.
Uma vez na rede sempre na rede!
Em dez anos, quando o seu filho estiver na faculdade e procurando o primeiro emprego, o Recurso Humanos da a empresa XYZ irá no Google investigar sobre a sua vida muito antes que você pode piscar. Será que seu filho ficará feliz quando seus futuros empregadores encontrarem um video dele fazendo birra durante a infância? Provavelmente não. Mas, colocando-a ao Facebook anos atrás, você fez isso por ele. 
Abuse das configuração de privacidade e segurança que as Redes Sociais tem!
Muitos pais irão dizer: "eu posto muito sobre os meus filhos para que seus avós, tias, tios e que moram fora da cidade possam se sentir uma parte de suas vidas." E isso é um desejo legítimo. Mas tome seu tempo para configurar os seus "grupos de amigos" no Facebook ou outras plataformas de mídia social, e escolher quais mensagens irão ser públicas e quais serão só vistas pela família. 
Por esses motivos é muito importante estar alerta e evitar o “oversharenting”, e assim proporcionar a seus filhos a privacidade online que eles merecem!

(Por Evelise Galvão de Carvalho, Psicológa forense e colaboradora do Esse Mundo Digital).

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