ProBebê oferece ao mercado brasileiro orientações via celular para mães, pais e cuidadores. O lançamento será dia 19/01/2016

15/01/2016 13:42

Projeto premiado pelo Google leva de maneira simples, grátis e eficiente informações sobre os cuidados básicos com os bebês.

Premiado no Desafio de Impacto Social Google | Brasil em maio de 2014, o ProBebê será lançado oficialmente para a população brasileira no próximo dia 19 de janeiro, na sede do Google, em São Paulo. O programa é um serviço inovador que leva, gratuitamente, informações personalizadas sobre os cuidados básicos do bebê, por meio de mensagens via celular. Direcionado prioritariamente às mães, pais ou cuidadores, o aplicativo envia orientações semanais desde o início da gravidez até os 18 meses de vida.

A utilização do aplicativo é simples e prática. Basta preencher o cadastro - disponível no site - indicando a data do nascimento do bebê ou a data prevista para o nascimento dele e o número do celular. As mensagens passam a ser encaminhadas (pelo menos três por semana), trazendo informações sobre cada etapa da gestação e ajustadas ao momento de vida do bebê.

Dentro da “Linha do Tempo”, espaço que o site do ProBebê oferece aos usuários, é possível encontrar as mensagens recebidas com seu detalhamento. Tanto os textos transmitidos pelo celular como os artigos publicados no site contam com a participação de uma equipe de especialistas, profissionais responsáveis por reunir conhecimento atualizado sobre as várias áreas abordadas: saúde, educação, segurança, comportamento, desenvolvimento, finanças, entre outras.

Toda essa estrutura visa possibilitar aumento no grau de segurança e de autoconfiança, sobretudo das mães, para cuidar, nutrir e fazer com que o bebê tenha condições essenciais para um saudável crescimento.

O projeto piloto foi implantado nos primeiros meses de 2015 e interagiu com cerca de 2 mil mães e cuidadores, com o objetivo de verificar todas as variáveis do programa (como formas de divulgação, frequência de contato, estatísticas para os pediatras, entre outros fatores). Com isso, foi possível ajustar o sistema para efetivar a fase seguinte de operação - a ser aberta a toda população neste dia 19 de janeiro, tornando possível alcançar o máximo de pessoas possíveis.

O Problema

O baixo rendimento escolar, comportamentos violentos e disfuncionais, falta ou redução acentuada da empatia, senso moral, autorregulação emocional, ética, dificuldade em lidar com frustrações de forma construtiva e déficit de planejamento a médio e longo prazos são situações identificadas pela neurociência como decorrentes de falhas em estruturas cerebrais que são formadas principalmente nos primeiros meses de vida. Cuidados básicos de qualidade, boa nutrição, estimulação adequada, ambiente seguro, boas condições de higiene e saúde, além de carinho são elementos fundamentais para fazer com que os bebês alcancem pleno e adequado desenvolvimento cerebral, mental e social e, assim, apresentem melhores performances nas fases seguintes da vida, em todas as suas dimensões.

Segundo levantamentos do IBGE, das cerca de 20 milhões de crianças na primeira infância hoje no Brasil, parcela importante é considerada pouco assistida pelo sistema de saúde e, dessas, cerca de 70 mil não chegam a completar um ano de vida. Muitos problemas que levam a esse expressivo volume de perdas de vidas podem ser evitados com maior grau de educação das mães e cuidadores diretamente envolvidos com os bebês.

Os Resultados

A médio e longo prazos, o resultado da disseminação de informações na fase crítica do crescimento infantil possibilitará a melhora do aproveitamento escolar, diminuição substancial no nível de violência na sociedade, redução significativa dos gastos sociais com educação (pelo melhor desempenho), com tratamentos de saúde, influenciando até no sistema prisional pela redução expressiva dos números associados à criminalidade.

O economista James Heckman (Prêmio Nobel em 2000) defende que os maiores retornos sobre investimento (ROI), em qualquer sociedade, são aqueles feitos na primeira infância, podendo chegar a taxas de 16:1 nos primeiros anos de vida.

Instituto Zero a Seis

Criado em 2006 com a missão de informar, conscientizar e mobilizar a sociedade brasileira sobre a importância do desenvolvimento do indivíduo na primeira infância, o Instituto Zero a Seis – Primeira Infância e Cultura de Paz atua na promoção da cultura de paz e na construção da cidadania. É uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP MJ no. 08071.012814), não governamental, apartidária, humanitária e sem fins lucrativos, formada por pesquisadores, cientistas e estudiosos, cuidadores e profissionais da primeira infância, da cultura de paz, dos direitos humanos e da cidadania.

Por meio de ações e ensinamentos voltados ao planejamento familiar – gravidez, pré-natal, parto e cuidados pós-natal até o final da primeira infância – o Zero a Seis mostra a importância de influências positivas no desenvolvimento no período que vai da pré-concepção aos seis anos de vida. Países como França, Holanda, Bélgica, Finlândia, Cuba, Canadá, Itália e Suécia já adotaram essa visão, alcançando resultados extremamente positivos.

Estudos em todo o mundo têm demonstrado que a personalidade, o caráter e o comportamento humano de cada um decorrem principalmente do desenvolvimento neurológico e mental no período gestacional e nos primeiros seis anos de vida.

Os estímulos e o contexto sociocultural em que a criança se desenvolve são determinantes em seu comportamento e têm repercussões praticamente irreversíveis em sua formação como cidadão do mundo.

Posicionar a primeira infância como prioridade nacional é o desafio fundamental do Zero a Seis. (www.zeroaseis.org.br)

Presidente:
Dr. João Augusto Figueiró, presidente e diretor científico do Instituto Zero a Seis, é médico neurocientista e psicoterapeuta, com diversas pesquisas e publicações produzidas, que trabalhou por muitos anos na Divisão de Clinica Neurológica do Hospital das Clinicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e no Departamento de Interconsultas Psiquiátricas do Instituto de Psiquiatria também do HC-FMUSP.
Atuou na implantação das atividades da Universidade da Paz, da ONU, em São Paulo; foi conselheiro do Ministério da Cultura para o projeto de Cultura da Criança dentro do Plano Nacional de Cultura; é membro do conselho Técnico Consultivo do Ministério da Saúde em projeto atualmente incorporado ao Plano Nacional de Saúde Integral da Criança do Ministério da Saúde; membro da Rede Nacional pela Primeira Infância e colaborou na elaboração do Plano Nacional pela Primeira Infância e do Guia para a elaboração de planos municipais pela Primeira Infância; membro do GT Saúde da Rede Nacional pela Primeira Infância; presidente do Fórum Nacional pela Primeira Infância; membro da delegação dos “Forums for Change – Brazil’, organizado pela Yale University. É ainda integrante do Grupo Revisor da Convenção dos Direitos da Criança da Organização das Nações Unidas; coordenador de projetos pela primeira infância em parceria com o Banco Mundial, com o BID, , entre outras atribuições.

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